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sábado eu fui com o niper (aproveita a deixa e vai lá baixar o disco da banda dele, a Pull Down) assistir ao tão falado This is It, o documentário que mostra os preparativos do show que Michael Jackson faria se não tivesse morrido. seria sua última turnê, a última chamada antes de baixar a cortina, como ele mesmo diz.

sabe, não sei se vocês sentiram a mesma coisa que eu quando assistiram, mas achei que depois de ver o filme a morte dele se tornou um tanto mais surreal. explico: Michael estava tão cheio de vida, tão aparentemente feliz (dentro do possível para uma pessoa obviamente mentalmente perturbada como ele), e existia aquela magia nos olhos dele. aquela criança que ele nunca deixou de ser. o cara era, sim, puro. ele não cresceu.
mas ao mesmo tempo era um homem extremamente talentoso e criativo. os cinquenta anos que ele carregava nas costas não o impediam de ser um ótimo cantor e um dançarino incrível. não só tinha o feeling da música, mas também tinha um enorme respeito pela sua equipe. Sempre que tinha uma crítica ou sugestão, dizia “digo isso com amor, sempre com amor”. O cara era, perdoem a palavra, foda.
não preciso e nem vou contar o filme inteiro aqui, pois acho que é um must-see pra todo mundo que gosta de música, que admira grandes espetáculos ou que foi fã de michael. eu chorei do início ao fim, tomada por essa sensação de que um grande talento foi arrancado de nós prematuramente. também me emocionei com a grandiosidade das cenas montadas em músicas como ’smooth criminal’, o início de ‘the way you make me feel’ e o 3d que estava sendo feito para ‘they don’t care about us’.

fica a memória. esse é definitivamente um dvd que eu vou comprar.
morrissey é um dos meus artistas favoritos, desde o smiths. quando eu tinha uns 11 anos eu roubei um cd do meu irmão – aquelas pequenas coisas que mudam a gente pra vida inteira. ali começou a ser construído tudo que eu mais gosto de música hoje em dia. o cd era, se eu não me engano, the best of smiths vol. 1. naquela época eu tinha mania de traduzir as músicas, de backstreet boys a elvis, e foi assim que eu aprendi inglês. hipnotizada por how soon is now, vi ali um sentimento que me era muito comum na época, algo que eu não entendia muito bem mas sabia que estava acontecendo comigo. não demorou muito para que smiths se tornasse minha banda favorita.
quanto aos cds solo de morrissey, eu diria que ‘you are the quarry‘ é o que mais me toca. impossível não se emocionar com ‘come back to camden‘ ou ‘this world is full of crashing bores‘. acho que todos os outsiders desse mundo se identificam com alguma música do morrissey ou do smiths em algum momento da vida.
comecei esse post com a intenção de fazer um faixa-a-faixa do cd novo que morrissey lançou semana passada, years of refusal. porém, perdi o saco e o post está grande demais (estou rouca e acho que estou compensando o fato de não poder falar aqui, haha) . digo que o cd é bom, sim, mas you are the quarry continua sendo meu favorito. e morrissey continua mostrando sua grandeza nas faixas mais tristes, como “it’s not your birthday anymore“. não adianta, o cara nasceu pra ser deprê e nos mostrar a beleza da tristeza, porque as músicas animadinhas não são tão boas assim.
quem quiser baixar, o torrent está aqui.








